Em entrevista exclusiva no CONARH, em 20 de agosto de 2026, Luiz Justo, CEO da Rock World, coloca o RH dentro da economia da experiência: para ele, toda área deveria olhar para a experiência do colaborador e para o seu relacionamento com essa pessoa, gerando engajamento a partir do propósito e usando a jornada do entretenimento como inspiração para o RH.
A lição do entretenimento para o RH: jornada, experiência e propósito
Luiz começa deixando claro que “a gente está na era da economia da experiência”. Se o produto é a experiência, faz sentido que “todo o negócio, todo o departamento, toda a área deveria olhar para a experiência do colaborador, do seu relacionamento com o colaborador, para poder trazer e gerar esse engajamento a partir do propósito”, diz.
Para o CEO da Rock World, esse olhar não é só para o cliente externo. “Esse olhar da jornada, da experiência, serve pro cliente, mas serve também pra equipe”, afirma, defendendo que o RH espelhe na jornada do colaborador a mesma lógica que orienta a jornada do público no entretenimento.
Ele traz o setor de entretenimento como referência direta para profissionais de RH. “Eu acho que o nosso negócio, do entretenimento, onde a gente olha pra jornada, pode e deve inspirar muito profissionais de RH também nessa direção”, diz Luiz, sugerindo que a curadoria de experiências que a Rock World faz para público, artistas e parceiros seja usada como modelo para desenhar a experiência interna, do recrutamento ao alumni.
A mensagem central é simples e potente: tratar pessoas como “clientes” de uma jornada intencional, conectada a propósito, e usar a lógica da economia da experiência para gerar engajamento sustentável. Para CHROs, isso significa colocar a experiência do colaborador no centro das decisões, com o mesmo rigor que se usa para orquestrar grandes eventos.