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De Equipes a Ecossistemas: O Case iFood e o Futuro do Trabalho com Agentes de IA

De Equipes a Ecossistemas: O Case iFood e o Futuro do Trabalho com Agentes de IA

A inteligência artificial deixou de ser apenas um “copiloto” para se tornar uma força de trabalho autônoma. Essa foi a principal lição do painel “From Teams to Multiagent Ecosystem”, conduzido por Diego Barreto (CFO do iFood) e Ricardo Cappra (Cappra Institute) no South Summit Brasil 2026.

Nossa CEO, Andrea Migliori, acompanhou a palestra e trouxe reflexões urgentes para CHROs e líderes de Comunicação Interna. O case do iFood prova que a revolução não está no futuro — ela já está operando em escala, redefinindo o que significa ser uma “equipe” dentro de uma organização.

A Evolução: De Assistentes a Agentes Autônomos

O iFood compartilhou sua jornada de maturidade em IA, que começou com “assistentes simples” focados em gestão de mudança. Em seguida, a empresa deu um passo ousado: permitiu que os próprios colaboradores criassem seus agentes. Hoje, a realidade é impressionante: o iFood opera com um ecossistema de 9.000 agentes de IA autônomos, que rodam 100% em background, sem intervenção humana direta.

Esses agentes não estão apenas respondendo perguntas; eles estão executando tarefas complexas. O que antes levava dias — como a preparação de análises comerciais ou o onboarding de novos restaurantes — agora é feito em minutos, operando 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Para o RH, isso muda o paradigma do job description. Como desenhar papéis e responsabilidades quando 32% de todas as atividades da empresa já são executadas de forma autônoma por máquinas? A resposta está na governança e no empoderamento.

O Poder da Descentralização (No-Code)

Um dos maiores acertos do iFood foi a descentralização. Em vez de concentrar a criação de IA no time de tecnologia, a empresa adotou plataformas no-code, permitindo que qualquer funcionário desenvolvesse automações para otimizar suas próprias tarefas diárias.

Isso gerou uma transformação cultural profunda. O colaborador deixa de ser um mero executor de processos e passa a ser um “arquiteto de soluções”. Para a Comunicação Interna, o desafio é disseminar essa cultura de inovação, celebrando os criadores internos e compartilhando best practices entre os departamentos para evitar silos de automação.

Governança e Cultura: O Novo Papel da Liderança

Integrar 9.000 agentes de IA a uma força de trabalho humana exige mais do que tecnologia; exige governança robusta e observabilidade. É preciso ter transparência sobre o que os agentes estão fazendo, como estão tomando decisões e qual é o impacto deles na operação.

Nesse cenário, a Comunicação Interna se torna a ponte entre a tecnologia e a cultura. É ela quem traduz a governança em comportamentos desejados, reduzindo a fricção e a ansiedade natural que surge quando máquinas assumem quase um terço das atividades corporativas.

O Desafio da TransiçãoO Papel Estratégico (RH + Comunicação)Como a Workhub Apoia
Ansiedade com a AutomaçãoTransparência radical sobre o papel dos agentes e foco em requalificação humanaPortais corporativos que comunicam a visão de futuro e centralizam trilhas de reskilling
Descentralização CaóticaPromover governança clara e compartilhar casos de sucesso internosHub de inovação interna para dar visibilidade aos projetos criados pelos colaboradores
Silos de ConhecimentoConectar equipes humanas que agora gerenciam “equipes” de IAEcossistema digital que facilita a colaboração transversal e a troca de prompts e soluções

O Futuro é um Ecossistema Híbrido

O case do iFood nos mostra que o futuro do trabalho não é sobre humanos versus máquinas, mas sobre ecossistemas híbridos onde agentes artificiais e talentos humanos colaboram em harmonia. As empresas que liderarão a próxima década serão aquelas que souberem escalar essa integração com governança e, acima de tudo, com uma cultura forte.

A sua organização está preparada para gerenciar ecossistemas ou ainda está presa ao modelo tradicional de equipes?

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