6 lições de Mafoane Odara para a liderança na era da IA
CONARH 2026

6 lições de Mafoane Odara para a liderança na era da IA

Confira os principais insights de Mafoane Odara no CONARH 2026 sobre pensamento crítico, IA e o que ainda depende do raciocínio humano.

Vinicius Teixeira · 18 ago 2026 · 3 min de leitura

No CONARH 2026, Mafoane Odara, psicóloga, executiva de Recursos Humanos e especialista em cultura e liderança, participou de um debate mediado por Pedro Lane ao lado de Mariana Achutti, CEO e fundadora da newnew e falou sobre liderança na era da IA, durante o talk com o tema: com a IA respondendo qualquer coisa em segundos, o que ainda depende só do raciocínio humano?

Separamos as ideias que ela trouxe e que mais fazem sentido para quem trabalha com pessoas.

Ensinamentos de Mafoane sobre dado, decisão e viés para liderança na era da IA

1. Informação não é conhecimento

Acesso à dado hoje é commodity. Qualquer pessoa com IA consegue um resumo, uma resposta, um relatório em segundos. O que continua raro (e valioso) é interpretar essa informação, cruzar com contexto e transformar em decisão. Para Mafoane, quem desenvolver essa habilidade sai na frente no mercado.

2. Saber o que você não sabe é sabedoria

Citando Adam Grant, Mafoane resumiu assim: “Conhecimento é poder. Saber o que você não sabe é sabedoria.” Na prática: profissionais preparados para o futuro não são os que têm resposta pra tudo, e sim os que identificam lacunas e sabem formular boas perguntas.

3. Triplique a criticidade sobre o que a empresa está construindo

IA não é neutra só porque é tecnologia. Ela opera com dados, critérios e padrões herdados, que podem reproduzir desigualdades de gênero, raça, idade e estilo se ninguém questionar. A recomendação prática dela: sempre perguntar quais grupos ou elementos podem estar ficando de fora da análise.

4. Um indicador positivo pode esconder desigualdade

Aplicando o ponto acima ao RH: uma média boa em pesquisa de clima pode esconder grupos insatisfeitos. Uma comunicação que “alcança todo mundo” pode ignorar repertórios culturais diferentes. Checar isso é trabalho de quem interpreta o dado, não da ferramenta.

5. Repertório é o combustível do pensamento crítico

Estudar a própria área melhora a execução. Conhecer outros assuntos amplia a forma de pensar e cria conexões novas. Mafoane defende construir repertório de forma deliberada, não só dentro da especialidade.

6. O hábito dos “30 minutos de férias por dia”

Mafoane compartilhou uma prática pessoal: reservar um intervalo curto do dia (algo como 30 minutos) para sair da rotina técnica, seja estudando algo fora da área, conversando com alguém diferente ou planejando algo pessoal. Uma forma simples de manter a mente exposta a perspectivas variadas.

Da teoria à prática: o que fazer com isso no RH

  • Priorize curadoria em vez de volume de conteúdo.
  • Avalie raciocínio, não só consumo (peça análises e aplicações práticas, não só conclusão de curso).
  • Antes de aceitar uma resposta de IA, pergunte quais grupos ou variáveis podem não ter sido considerados.
  • Estimule o time a ter repertório fora da própria função.
  • Registre hipóteses e critérios de qualidade antes de usar uma ferramenta de IA, e revise a resposta depois.

O que fica no fim do dia

A mensagem de Mafoane não é contra a IA, é a favor de um uso mais consciente dela. Quanto mais poderosa a ferramenta, maior a responsabilidade de quem interpreta os resultados e decide como aplicá-los.

#CONARH 2026#gestão de pessoas
Escrito por

Vinicius Teixeira

Head de Growth da Workhub

Head de Growth com experiência em diversas empresas como revista Exame, Agroboard entre outros.

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