Exclusiva: Borja Castelar fala sobre IA, empolgação dos times e a necessidade de desligar
CONARH 2026

Exclusiva: Borja Castelar fala sobre IA, empolgação dos times e a necessidade de desligar

Em entrevista exclusiva no CONARH, Borja Castelar discute como equilibrar a empolgação com IA, qualidade de vida e a importância de desligar após o horário.

Vinicius Teixeira · 20 ago 2026 · 2 min de leitura

Em entrevista exclusiva no CONARH, em 20 de agosto de 2026, Borja Castelar discute um dos efeitos colaterais mais atuais da IA e qualidade de vida no trabalho: a empolgação dos times com novas tecnologias, que pode virar sobrecarga de tarefas e comprometer o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Quando a empolgação com IA vira sobrecarga: o conselho de Borja Castelar para líderes e times

A conversa parte de um cenário que tem aparecido em empresas mais avançadas no uso de IA: a empolgação da liderança e dos times tem reduzido prazos de projetos de meses para dias, mas ao mesmo tempo gerado uma sobrecarga emocional e operacional. A pergunta que guia a entrevista é: como equilibrar essa empolgação com a qualidade de vida das pessoas?

Borja observa que o impacto da IA não é uniforme. “Já vi casos em que as pessoas ficaram com mais trabalho, mas também empresas em que as equipes passaram a ter menos tarefas operacionais e mais tempo livre”, diz. Em alguns casos, ganha‑se tempo para o estratégico; em outros, a empolgação com IA leva a uma corrida por novos e novos projetos.

Diante desse cenário, o conselho dele para lideranças é claro: é preciso colocar limites. “Vi empresas que colocaram que depois das 17h30, se não tiver nada muito urgente, é para desligar”, conta. Em algumas organizações, essa regra vem acompanhada de um incentivo ao retorno ao analógico, como ler livro físico, para marcar a transição entre trabalho e descanso.

Para Borja, desligar é tão importante quanto ligar. “É de igual importância. Ainda que você goste muito do que faz, tem que saber a hora de parar”, afirma. Ele defende que essa cultura precisa ser assumida com interesse e intencionalidade pelos líderes. Na prática, isso significa comunicar de forma clara que, depois das 17h30, se não houver urgência real, o esperado é que as pessoas desliguem e respeitem seu tempo fora do trabalho.

Ele também sugere reflexões simples, mas poderosas, que os líderes podem trazer para o dia a dia: “É bom refletir sobre as tarefas: isso é urgente e importante? Ou é importante, mas não é urgente e pode esperar?”. Essa conversa ajuda o time a priorizar e evita que a empolgação com IA se transforme em uma esteira infinita de demandas.

A mensagem central é direta: a IA traz ganhos enormes de produtividade, mas exige liderança e bem‑estar como contrapeso. O grande desafio das empresas que já estão “um passo à frente” no uso de IA é equilibrar a empolgação com limites claros, para que a tecnologia sirva à qualidade de vida no trabalho, e não o contrário.

#CONARH 2026#gestão de pessoas
Escrito por

Vinicius Teixeira

Head de Growth da Workhub

Head de Growth com experiência em diversas empresas como revista Exame, Agroboard entre outros.

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